Como montar um programa de fidelização com QR code
Um programa de fidelização com QR code substitui o cartão de papel por um código que o cliente lê ao balcão. A ideia é simples ao ponto de o interessante ser o pormenor que quase toda a gente erra — se esse código pode ou não manter-se igual.
Comece o teste gratuito →Um código impresso é um código estragado
Se o QR é um autocolante no balcão, qualquer pessoa o fotografa uma vez e carimba-se em casa para sempre. Todos os esquemas com QR que falham, falham aqui — portanto o código tem de viver num ecrã e mudar a cada utilização, que é a diferença entre um esquema e uma oferta.
Serve qualquer ecrã
O quiosque é uma página web, portanto o ecrã pode ser um tablet, um monitor a mais, um portátil velho ou um telemóvel num suporte. Não há leitor dedicado, não há terminal e não há nada ligado à sua caixa, e é por isso que tudo isto arranca dentro de um turno.
Do lado do cliente é uma acção
Aponta a câmara ao ecrã e o carimbo é creditado. Não há aplicação, não há conta e não há formulário, portanto a interacção cabe nos segundos em que já está ali a pagar, em vez de acrescentar um passo que alguém tenha de explicar.
O que é o esquema, na prática
Três peças:
- Um quiosque — uma página web num ecrã perto do balcão, a mostrar um QR code.
- A câmara do cliente — sem aplicação, sem conta.
- Um cartão de carimbos — associado ao seu espaço, visível dos dois lados.
O cliente lê, o carimbo aparece, o código no seu ecrã é substituído. É este o ciclo todo.
O pormenor que decide se funciona
O primeiro instinto de quase toda a gente é imprimir o QR code e colá-lo no balcão. É mais barato, dispensa um ecrã, e está completamente estragado.
Um código impresso é um segredo permanente que entregou a todos os clientes que alguma vez o visitaram. Uma fotografia e alguém pode carimbar-se no autocarro para casa, indefinidamente, e só vai descobrir quando os números de prémios deixarem de fazer sentido.
Os códigos que funcionam são:
- De uso único. Consumidos pela primeira leitura.
- De vida curta. Expirados ao fim de trinta segundos, usados ou não.
- Regenerados. Aparece outro assim que o anterior é usado.
É essa combinação que torna uma captura de ecrã inútil — coisa que um código impresso nunca pode ser.
Montar um
- Criar conta — email, clicar no link, dar nome ao espaço. Três ecrãs.
- O primeiro cartão já existe com valores razoáveis; ajuste quantos carimbos dão o quê.
- Abrir o quiosque no ecrã junto ao balcão e deixá-lo ali.
- Dizer aos clientes para lerem. É esta a formação toda.
O dia-a-dia
- A equipa não carrega em nada. O cliente lê; a equipa continua o trabalho.
- Dois minutos para desfazer, do quiosque ou do ecrã do cliente, para quando lê a pessoa errada.
- Carimbo manual pelo painel, para o habitual que ficou sem bateria.
- Sem custo por leitura, portanto a hora de ponta não é a hora mais cara.
As perguntas que toda a gente faz
Porque é que não posso simplesmente imprimir o QR code?
Porque um código impresso nunca muda, portanto uma única fotografia é um carimbo grátis permanente para quem a tiver. Aqui os códigos são de uso único e expiram ao fim de trinta segundos, com um novo gerado a cada leitura — que é exactamente a razão pela qual não podem ser impressos.
De que ecrã preciso?
Do que já tiver perto do balcão. Um tablet é a escolha habitual, mas um monitor, um portátil velho ou um telemóvel num suporte servem todos, porque o quiosque é apenas uma página web. O único requisito a sério é que os clientes o vejam enquanto pagam.
E se o Wi-Fi falhar?
O quiosque precisa de ligação para emitir códigos novos, portanto uma falha real pára os carimbos da mesma forma que pára um terminal de pagamento. Quando voltar, não se perde nada, e pode atribuir manualmente pelo painel os carimbos que ficaram por dar.
Dois clientes podem ler o mesmo código?
Não. A primeira leitura consome o código e aparece logo outro, portanto a segunda pessoa recebe uma mensagem de código expirado em vez de um carimbo. É isso que impede um cliente de partilhar um código com o resto da fila.
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