Digital vs papel

Cartão de carimbos digital ou de papel?

O papel custa uns vinte euros a arrancar e não exige decisão nenhuma, e é por isso que quase todos os esquemas de fidelização começam aí. A questão não é se o papel funciona — funciona — mas quanto lhe custa de formas que nunca aparecem numa factura.

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O papel ganha no primeiro dia

Não há configuração, não há conta, não há mensalidade, e qualquer cliente percebe na hora. Se quer um esquema a funcionar no sábado sem pensar em nada, mande imprimir cartões e compre um carimbo. Nada digital bate esse custo inicial, e fingir o contrário é desonesto.

O digital ganha a partir do terceiro mês

Ao terceiro mês as falhas do papel acumulam-se — cartões perdidos, segundas vias, empregados generosos e carimbos falsificados empurram a taxa real de prémios muito acima da que desenhou. Uma contagem digital mantém a taxa que escolheu sem ninguém ter de fiscalizar nada.

Quem decide é o cliente, não você

O papel só funciona se o cartão estiver com o cliente no momento da compra. Para visitas semanais a um sítio por onde passa, isso muitas vezes chega. Para intervalos de semanas, ou para quem deixou de trazer carteira, o cartão simplesmente não está lá e o esquema não faz nada.

As perguntas que toda a gente faz

O cartão de papel é mesmo mais barato?

Por mês, é. Por prémio entregue, normalmente não. As fugas do papel — segundas vias, carimbos falsificados, arredondamentos por simpatia — costumam transformar um cartão de dez numa realidade de seis ou sete, ou seja, está a dar 40% mais do que orçamentou sem nunca ver esse número.

Os clientes preferem algum dos dois?

Os clientes preferem sobretudo aquele que está à frente deles na caixa. A diferença relevante é que o telemóvel anda sempre com eles e o cartão de papel normalmente não, portanto a versão digital é usada em visitas em que a de papel teria ficado em casa.

Posso ter os dois ao mesmo tempo?

Pode, durante uma transição, e muitos negócios fazem-no por um mês ou dois — aceitam os cartões de papel até estarem cheios enquanto os clientes novos começam no digital. Manter os dois para sempre não compensa, porque acaba com duas regras e duas formas de se enganar.

O que faço aos cartões de papel que já andam por aí?

Continue a aceitá-los até acabarem. Também pode atribuir carimbos manualmente pelo painel, portanto um cliente habitual com sete carimbos no papel pode passar para o digital sem perder nada e sem que tenha de explicar uma política ao balcão.

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