O décimo café oferecido, sem cartão de papel
A hora do pequeno-almoço é o negócio todo, e tudo o que acrescente cinco segundos a uma venda é algo que os seus empregados deixam discretamente de fazer até quinta-feira. Num café, um sistema de fidelização tem de ser mais rápido do que o cartão de papel que substitui, e não apenas mais barato.
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O cliente já tem o telemóvel na mão para pagar. Apontá-lo a um QR code no balcão demora dois segundos e acontece enquanto o café está a ser tirado, ou seja, encaixa em tempo morto que já existe em vez de acrescentar tempo à fila.
Os empregados não têm de fazer nada
Não há botão para carregar, cartão para procurar nem carimbo para molhar. Isso conta mais do que parece — os sistemas de fidelização costumam morrer porque quem está ao balcão às oito e um quarto tem três cafés a sair e salta sempre o passo opcional.
O décimo café é mesmo o décimo
Com papel, os cartões perdidos e as segundas vias generosas fazem com que o café grátis chegue muitas vezes à sexta ou sétima visita. Aqui os carimbos são contados por cliente e ficam associados ao seu espaço, portanto o prémio custa o que decidiu que custaria.
As contas de um cartão de carimbos num café
Um cartão de dez cafés custa-lhe a margem de uma bebida mais ou menos a cada dez visitas. Em troca, move o cliente de “o café que me fica a caminho” para “aquele onde já tenho seis carimbos”. Numa rua com quatro cafés, isso é muitas vezes toda a diferença entre uma boa semana e uma semana igual às outras.
O problema nunca é o café oferecido. É que o cartão tem fugas: segundas vias, empregados generosos e carimbos falsificados fazem com que a taxa real acabe mais perto de uma bebida grátis a cada seis ou sete. Uma contagem digital fecha essa fuga sem obrigar ninguém a fiscalizar nada.
Porque é que o papel morre logo nos cafés
Os cafés reúnem as piores condições possíveis para cartões de papel:
- As vendas são pequenas e rápidas. Qualquer atrito é proporcionalmente enorme. Dez segundos a remexer na carteira numa venda de 1,20 € não compensa a ninguém.
- As carteiras estão a desaparecer. Muita gente paga com o telemóvel ou com o relógio e já nem traz carteira, portanto não há sequer onde guardar o cartão.
- Os cartões estragam-se. Vivem numa mala com uma garrafa de água. Não duram as dez visitas que lhes está a pedir.
Como se põe a funcionar
Um ecrã ao balcão — um tablet, um monitor a mais, ou um telemóvel antigo num suporte — mostra um QR code que se renova a cada leitura. Os clientes apontam a câmara e o carimbo é deles. Nada para instalar do lado deles, e do seu lado nada para configurar além de decidir quantos carimbos dão o quê.
A configuração são três ecrãs: o seu email, o link que lhe enviamos e o nome do espaço. O primeiro cartão já vem criado com valores razoáveis.
Custo
29 USD por mês, valor fixo. Carimbos e clientes ilimitados, portanto um café com quatrocentos atendimentos por dia paga exactamente o mesmo que um com quarenta, e não há custo por leitura que torne a sua hora de ponta na sua hora mais cara.
As perguntas que toda a gente faz
Isto vai atrasar a fila da manhã?
Não deve. A leitura acontece enquanto o café está a ser preparado e não na caixa, portanto corre em paralelo com trabalho que já está a fazer. Não se escreve nada, não se consulta nada, e ninguém precisa de pegar no telemóvel do cliente.
Posso ter cartões diferentes para cafés e para almoços?
Sim. Cada cartão é um esquema de carimbos independente, portanto um cartão de dez cafés e um cartão de almoços podem funcionar ao mesmo tempo, e o mesmo cliente pode estar a meio dos dois sem que as contagens se misturem.
E os clientes habituais que pagam em dinheiro?
Não faz diferença nenhuma. O carimbo não está ligado ao pagamento — nada comunica com a sua caixa nem com o terminal multibanco, portanto quem paga em dinheiro lê exactamente o mesmo QR code e recebe exactamente o mesmo carimbo.
Os clientes têm de dar o email?
Não. Um cliente pode juntar carimbos sem qualquer conta; o cartão fica simplesmente no telemóvel dele. Se quiser, pode mais tarde associar uma conta Google, Facebook ou email para os carimbos sobreviverem a uma mudança de telemóvel, mas nunca é obrigatório.
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